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Aespa volta ao Brasil para show após três anos, agora como divas do k-pop

07 de September de 2026 0 leituras
Aespa volta ao Brasil para show após três anos, agora como divas do k-pop
Foto: Hoàng Bầu / Pexels

A chuva que pegou o público de surpresa no show do Aespa não afetou o grupo de k-pop. Karina, Giselle, Winter e Ningning cantaram e dançaram (de salto alto) como se a água não fosse problema. Inclusive, mantendo coreografias em que deitavam no chão, demonstrando profissionalismo. Por outro lado, o clima parece ter desanimado parte da plateia.

O quarteto retornou ao Brasil para o segundo show após exatos três anos. Desta vez, elas chegam sob outro status, o de divas do pop da Coreia do Sul. Em 2023, se apresentaram num Espaço Unimed lotado, para cerca de 8.000 pessoas. Nesta sexta (4), ocuparam o Mercado Livre Arena Pacaembu, com capacidade para 30 mil.

Ao todo, 21.652 ingressos foram vendidos. Com o número, o Aespa detém o segundo maior público de um grupo feminino sul-coreano no país, atrás apenas do Twice, que fez dois shows no Nubank Parque, em 2024.

Elas já eram populares na primeira passagem, mas de lá para cá se consolidaram como um dos maiores nomes do k-pop atualmente.

A transformação veio pouco após o show no Brasil, quando lançaram "Drama". Escrita por Ejae, a responsável pela trilha de "Guerreiras do K-pop", a música estourou e acumula meio bilhão de reproduções no Spotify. Apesar dos vários pedidos dos fãs no estádio, a canção ficou de fora.

Segundo a produção, a setlist das apresentações nas Américas do Sul e Norte é diferente daquela das paradas na Ásia. Eles afirmam que todas as músicas apresentadas em São Paulo se basearam no repertório planejado e nenhuma canção foi cortada em decorrência da chuva ou de restrições de horário do local.

Ainda em 2023, o Aespa passou por um rebranding após brigas internas da SM Entertainment. Lee Soo-man, o fundador, saiu da empresa no fim de 2022. Ele criou o conceito futurista do grupo, com avatares alternativas das artistas num mundo virtual.

As chamadas AEs até participavam em videoclipes e performances, mas hoje raramente aparecem. "Spicy", também de fora da setlist, marcou essa transição ao se destoar dos trabalhos anteriores.

Após "Drama", o quarteto emendou uma sequência daqueles que seriam os maiores hits da carreira: "Supernova", "Whiplash" e "Armageddon", esta também assinada por Ejae.

Além do sucesso nas paradas, o grupo recebeu diversos prêmios e as integrantes viraram garotas-propagandas de grandes marcas. Karina, a líder, é it girl na terra natal. Antes do braço latino-americano da turnê, atraíram multidão no Lollapalooza Chicago. Com as experiências, ganharam muito mais confiança no palco.

O show em São Paulo começou com os singles mais recentes e os hits: "Lemonade", "Switchblade" (parceria com o rapper americano Ty Dolla $ign), "Whiplash", "Black Mamba" e "Whole Different Animal" (feat. com G-Dragon, do Big Bang).

Só depois dessa sequência, ponto alto da noite, as quatro pararam para recuperar o fôlego e se introduzir. Ao longo de 2h30, elas fizeram poucas pausas para falar com o público, em contraste com a norma dos shows do k-pop, que se alongam em depoimentos e conversas. As interações foram curtas, reflexo do mau tempo.

Segundo a produção, a chuva causou alguns atrasos entre as apresentações, em razão das mudanças de palco e de cenário. Nos intervalos, a equipe empurrava a água com rodos. Sempre que voltavam, as cantoras surgiam com cabelo e maquiagem impecáveis.

Nas redes sociais, fãs também reclamaram da brevidade da interação com as artistas, vendida em pacotes vips por R$ 3.000.

Os primeiros sucessos do quarteto, "Black Mamba" e "Next Level", ganharam versões remixadas. "Supernova" —já eleita música do ano no país asiático— encerrou a performance antes do bis também com novas batidas.

Houve ainda solos das integrantes e apresentações em duplas. Junto com as "b-sides" do álbum mais recente, estes foram os momentos em que a plateia menos acompanhou animada. Talvez porque São Paulo é a terceira parada da turnê, e não deu tempo dos fãs decorarem tudo, ou por causa da chuva. Ou, ainda, porque grupos de k-pop femininos não recebem a mesma euforia que os masculinos no Brasil.

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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de redir.folha.com.br.

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