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Nelly, parado no tempo, leva Rock in Rio de volta aos anos 2000 em estreia no Brasil

07 de September de 2026 0 leituras
Nelly, parado no tempo, leva Rock in Rio de volta aos anos 2000 em estreia no Brasil
Foto: Youngcucafilms / Pexels

O Rock in Rio nos últimos anos descobriu um filão da música pop para apostar —o rap e o R&B que fizeram sucesso principalmente através do rádio e dos videoclipes nos anos 2000. Ne-yo, que toca no festival neste ano, passou a frequentar as escalações do evento, assim como CeeLo Green e Akon, entre outros.

Neste ano, foi a vez do cantor e rapper Nelly estrear no Rock in Rio —e no Brasil. Ele fez um show que foi morno na maior parte do tempo, mas empolgou quando tocou seus megahits para uma plateia encharcada pela chuva forte, que não parou de cair na noite deste domingo (6), o terceiro dia da edição de 2026 do festival carioca.

A nostalgia começou antes mesmo do cantor subir ao palco. Nos primeiros minutos da apresentação, seu DJ emendou hits americanos contemporâneos à obra de Nelly para um público que dançava também para afastar o frio.

Depois de uns cinco minutos, a atração principal entrou no palco e logo puxou "E.I." e um trecho de "Shake Ya Tailfeather" —esta segunda, uma parceria de Nelly com Murphy Lee e Sean P. Diddy Combs, hoje preso nos Estados Unidos. O show demorou a engrenar, o que só aconteceu a partir de "Country Grammar (Hot Shit)", quando a plateia começou a responder com mais energia às performances.

Usando óculos escuros e uma camisa do Brasil estilizada como se fosse de um time de basquete, com o número e a logo da lenda americana do esporte, Michael Jordan, o rapper falou com o público. Saudou quem o acompanha desde o começo de sua carreira e pediu a participação das mulheres ao longo de toda a apresentação.

Acompanhado por um DJ e um backing vocal, ele desfilou rimas, graves e batidas clássicas do hip-hop dos anos, com um pé no romantismo e outro no balanço suingado. Esteticamente, é como se estivesse parado no tempo —para o bem e para o mal.

Sucesso entre 2000 e 2008, em especial com os dois primeiros álbuns —"Country Grammar", de 2000, e "Nellyville", de 2002—, os hits mais conhecidos de Nelly ainda estão frescos na memória dos brasileiros. É dos discos dessa época que o cantor de Austin, no Texas, vive até hoje, tendo parado de lançar álbuns depois de 2013 —a exceção é "Heartland", um fracasso de público, de 2021.

O mesmo não pode ser dito da maioria de seu repertório, recebido com frieza silenciosa pelo público neste dia pop do Rock in Rio, com Barão Vermelho, Black Eyed Peas e Calvin Harris, entre outros. Foi assim na maior parte da hora que ele esteve no palco Mundo, o maior do festival.

A festa nostálgica ficou guardada para a reta final, quando Nelly abriu a caixa de hits e emendou sucessos dele e de rappers contemporâneos —caso de "Low", de Flo Rida, e "Party Up (Up in Here)", do DMX.

O público dançou e cantou alto no final catártico com "Hot in Here", "Dilemma" —esta, com luzes acesas pela plateia e dedicada às "mulheres que ficam com seu homem desde o primeiro dia até o último"— e "Just a Dream". Foi quando a plateia botou para fora a energia que ficou represada nos minutos anteriores.

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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de redir.folha.com.br.

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